Motor 2.2 Turbodiesel: o coração da nova Dakota

Por Redação WebCARR, Revisado por Anselmo, Publicado em , Tempo de leitura: 4 min
Motor 2.2 Turbodiesel: o coração da nova Dakota

A nova Ram Dakota chega para disputar o segmento de picapes médias no Brasil, unindo chassi de longarinas robusto, motor turbodiesel moderno e interior premium. Prevista para 2026, oferece capacidade de trabalho pesado com conforto e tecnologia típica de SUVs de luxo. Motor 2.2…

A nova Ram Dakota chega para disputar o segmento de picapes médias no Brasil, unindo chassi de longarinas robusto, motor turbodiesel moderno e interior premium. Prevista para 2026, oferece capacidade de trabalho pesado com conforto e tecnologia típica de SUVs de luxo.

Motor 2.2 Turbodiesel: o coração da nova Dakota

A escolha do motor 2.2 turbodiesel pela Stellantis para a nova Dakota não é aleatória. Trata‑se de um propulsor moderno, com injeção direta common‑rail, que entrega torque elevado já em baixas rotações. Essa característica garante força para arrancadas com carga máxima e retomadas seguras em ultrapassagens, sem exigir giros elevados do motor.

Comparativo com os concorrentes diretos

  • Toyota Hilux: referência em desempenho, com torque elevado que a coloca como padrão de referência no segmento.
  • Ford Ranger: topo em potência e torque, rappresentando o desempenho bruto mais alto entre as picapes médias.
  • Chevrolet S10: semelhante em potência à proposta da Dakota, mas com câmbio de menos marchas e entrega de torque menos linear.
  • Mitsubishi L200 e Nissan Frontier: posicionadas com potência inferior; a Dakota se destaca ao oferecer um conjunto de tecnologia embarcada superior, incluindo recursos de ADAS e conectividade avançada.

A Dakota não busca ser a mais potente, mas sim a mais equilibrada e moderna entre as picapes médias de longarinas, mirando no comprador que deseja capacidade de carga com nível de conforto e tecnologia típico de SUVs de luxo.

Chassi de longarinas: por que a Ram escolheu o caminho do trabalho

A Ram Rampage, sua irmã de portfólio, usa arquitetura monobloco. Já a nova Dakota aposta no tradicional chassi de longarinas. Essa diferença não é apenas técnica, é uma declaração de posicionamento. O chassi separado da carroceria oferece vantagens decisivas para o uso severo e profissional:

  • Capacidade de carga: a estrutura longarina suporta peso significativo sem deformar, atendendo às demandas do agronegócio e de frotistas.
  • Reboque robusto: a capacidade de reboque é elevada, permitindo levar barcos, trailers ou implementos agrícolas com segurança.
  • Durabilidade e reparabilidade: em caso de batida ou uso extremo, reparar um chassi de longarinas é mais simples e barato do que consertar a estrutura monobloco de uma picape urbana.
  • Comportamento off‑road: a tração 4x4 com reduzida (seletor 2H, 4H, 4L) permite à Dakota enfrentar terrenos de baixa aderência, lama e aclives íngremes com desenvoltura semelhante às concorrentes clássicas.

Para o agro e para quem enfrenta terra batida diariamente, o chassi de longarinas não é preferência, é exigência. A Ram acerta ao atender essa demanda com sua nova picape.

Dakota vs. Rampage: o portfólio completo da Ram

A estratégia da Ram é clara e inteligente. A Rampage (monobloco) é a picape para o uso misto, urbano e asfalto, com foco em dirigibilidade e conforto. Já a Dakota (longarinas) é a ferramenta de trabalho para o campo, a construção civil e o usuário que leva carga pesada todos os dias. As duas não canibalizam vendas; elas atendem nichos diferentes dentro do mesmo segmento de picapes médias. Com a dupla, a Stellantis cobre todas as bases e oferece ao cliente brasileiro exatamente o que ele precisa, sem abrir mão do toque premium da marca Ram.

Conclusão prática para o comprador

A nova Ram Dakota chega para ser a picape média mais tecnológica e refinada sobre chassi de longarinas. Se você precisa de capacidade de carga e reboque, mas não quer abrir mão de um interior de SUV (telas grandes, bancos confortáveis, materiais nobres) e de pacotes completos de segurança ativa e passiva, ela é a opção ideal. Fique de olho no cronograma de lançamento em 2026 para ser um dos primeiros a testar essa combinação inédita de força bruta e sofisticação.

Conteúdo informativo. A execução de qualquer procedimento é de responsabilidade exclusiva de quem o realiza; reparos sem qualificação técnica profissional envolvem risco de lesão, dano ao veículo e perda de garantia. Em sistemas de risco (freios, airbags, combustível, alta tensão), procure um profissional. Veja os Termos de uso.

Perguntas frequentes

Qual a grande diferença entre a Ram Dakota e a Ram Rampage?

A principal diferença é a arquitetura: a Rampage usa carroceria monobloco (mais parecida com um SUV, melhor em asfalto), enquanto a Dakota tem chassi de longarinas, ideal para carga pesada, reboque e uso em terrenos irregulares, sendo mais indicada para trabalho e off-road.

A nova Dakota pode enfrentar a Ford Ranger V6?

A Dakota não disputará em potência bruta (200 cv vs. 250 cv da Ranger). Seu foco será eficiência, tecnologia embarcada e refinamento. Ela enfrenta bem as concorrentes de 2.8 litros (Hilux, S10) e se posiciona como a opção mais sofisticada para trabalho, não a mais potente.

É uma boa ideia trocar uma picape atual por ela?

Se o seu uso envolve carga máxima (1.000 kg), reboque pesado (3.500 kg) e você busca o maior nível de conectividade e conforto disponível em uma picape de longarinas, sim. Para quem usa o carro só na cidade e raramente enche a caçamba, a Rampage pode ser mais adequada e econômica.

O que significa a tração 4x4 com reduzida dela?

É o sistema ideal para uso off-road severo e trabalho pesado. As posições 2H (tração traseira para asfalto), 4H (4x4 para terra e chuva) e 4L (reduzida, com multiplicação de torque para subidas íngremes e lama) permitem à Dakota enfrentar os mesmos desafios que Hilux e Ranger, com segurança e força.