A nova Ram Dakota chega para disputar o segmento de picapes médias no Brasil, unindo chassi de longarinas robusto, motor turbodiesel moderno e interior premium. Prevista para 2026, oferece capacidade de trabalho pesado com conforto e tecnologia típica de SUVs de luxo.
Motor 2.2 Turbodiesel: o coração da nova Dakota
A escolha do motor 2.2 turbodiesel pela Stellantis para a nova Dakota não é aleatória. Trata‑se de um propulsor moderno, com injeção direta common‑rail, que entrega torque elevado já em baixas rotações. Essa característica garante força para arrancadas com carga máxima e retomadas seguras em ultrapassagens, sem exigir giros elevados do motor.
Comparativo com os concorrentes diretos
- Toyota Hilux: referência em desempenho, com torque elevado que a coloca como padrão de referência no segmento.
- Ford Ranger: topo em potência e torque, rappresentando o desempenho bruto mais alto entre as picapes médias.
- Chevrolet S10: semelhante em potência à proposta da Dakota, mas com câmbio de menos marchas e entrega de torque menos linear.
- Mitsubishi L200 e Nissan Frontier: posicionadas com potência inferior; a Dakota se destaca ao oferecer um conjunto de tecnologia embarcada superior, incluindo recursos de ADAS e conectividade avançada.
A Dakota não busca ser a mais potente, mas sim a mais equilibrada e moderna entre as picapes médias de longarinas, mirando no comprador que deseja capacidade de carga com nível de conforto e tecnologia típico de SUVs de luxo.
Chassi de longarinas: por que a Ram escolheu o caminho do trabalho
A Ram Rampage, sua irmã de portfólio, usa arquitetura monobloco. Já a nova Dakota aposta no tradicional chassi de longarinas. Essa diferença não é apenas técnica, é uma declaração de posicionamento. O chassi separado da carroceria oferece vantagens decisivas para o uso severo e profissional:
- Capacidade de carga: a estrutura longarina suporta peso significativo sem deformar, atendendo às demandas do agronegócio e de frotistas.
- Reboque robusto: a capacidade de reboque é elevada, permitindo levar barcos, trailers ou implementos agrícolas com segurança.
- Durabilidade e reparabilidade: em caso de batida ou uso extremo, reparar um chassi de longarinas é mais simples e barato do que consertar a estrutura monobloco de uma picape urbana.
- Comportamento off‑road: a tração 4x4 com reduzida (seletor 2H, 4H, 4L) permite à Dakota enfrentar terrenos de baixa aderência, lama e aclives íngremes com desenvoltura semelhante às concorrentes clássicas.
Para o agro e para quem enfrenta terra batida diariamente, o chassi de longarinas não é preferência, é exigência. A Ram acerta ao atender essa demanda com sua nova picape.
Dakota vs. Rampage: o portfólio completo da Ram
A estratégia da Ram é clara e inteligente. A Rampage (monobloco) é a picape para o uso misto, urbano e asfalto, com foco em dirigibilidade e conforto. Já a Dakota (longarinas) é a ferramenta de trabalho para o campo, a construção civil e o usuário que leva carga pesada todos os dias. As duas não canibalizam vendas; elas atendem nichos diferentes dentro do mesmo segmento de picapes médias. Com a dupla, a Stellantis cobre todas as bases e oferece ao cliente brasileiro exatamente o que ele precisa, sem abrir mão do toque premium da marca Ram.
Conclusão prática para o comprador
A nova Ram Dakota chega para ser a picape média mais tecnológica e refinada sobre chassi de longarinas. Se você precisa de capacidade de carga e reboque, mas não quer abrir mão de um interior de SUV (telas grandes, bancos confortáveis, materiais nobres) e de pacotes completos de segurança ativa e passiva, ela é a opção ideal. Fique de olho no cronograma de lançamento em 2026 para ser um dos primeiros a testar essa combinação inédita de força bruta e sofisticação.



