Os 6 erros que transformam a limpeza do arrefecimento em prejuízo

Por Redação WebCARR, Revisado e aprovado por Anselmo, Publicado em , Tempo de leitura: 4 min
Os 6 erros que transformam a limpeza do arrefecimento em prejuízo

Muitos motoristas e até mecânicos cometem erros ao limpar o sistema de arrefecimento, como usar água de torneira ou pular a sangria, o que pode danificar o motor. Este artigo desvenda os mitos e mostra o passo a passo profissional para evitar esses deslizes, garantindo que o…

Muitos motoristas e até mecânicos cometem erros ao limpar o sistema de arrefecimento, como usar água de torneira ou pular a sangria, o que pode danificar o motor. Este artigo desvenda os mitos e mostra o passo a passo profissional para evitar esses deslizes, garantindo que o serviço realmente proteja seu carro contra superaquecimento e corrosão.

Os 6 erros que transformam a limpeza do arrefecimento em prejuízo

Erro 1: Trocar o aditivo sem lavar o sistema

A pior economia que existe. Se o sistema está sujo com borra, ferrugem ou incrustações, o aditivo novo se degrada em semanas. O fluido limpo apenas dissolve mais sujeira e perde suas propriedades de proteção contra corrosão. A lavagem química deve ser feita sempre que houver troca, seguindo a recomendação do fabricante (geralmente a cada alguns anos ou conforme a quilometragem indicada).

Erro 2: Usar água da torneira na mistura

A água de torneira contém cálcio e magnésio. Dentro do motor quente, esses minerais formam uma crosta dura (incrustação) que entope canais finos do radiador e do bloco, reduzindo drasticamente a troca de calor. A única opção segura é a água desmineralizada, vendida em supermercados ou lojas de autopeças. Ela não deixa resíduos.

Erro 3: Misturar aditivos de cores diferentes

Aditivo verde, rosa, laranja e azul têm químicas diferentes (IAT, OAT, HOAT). Misturá-los, mesmo que pareçam iguais, pode formar uma borra gelatinosa que entope o sistema. Sempre siga a especificação do manual do proprietário. Se não souber o que foi usado antes, faça uma lavagem completa e use o aditivo correto para seu carro.

Erro 4: Não sangrar o sistema após a limpeza

Após reabastecer, formam-se bolsas de ar no ponto mais alto do sistema (próximo ao termostato). Essa bolsa de ar impede a circulação do fluido, causando superaquecimento localizado no cabeçote — a receita para queimar a junta. A sangria é obrigatória: encha o sistema, ligue o motor com o ar quente no máximo e o reservatório aberto, até pararem de sair bolhas.

Erro 5: Ignorar a tampa do radiador

A tampa mantém a pressão do sistema (valor especificado pelo fabricante), elevando o ponto de ebulição conforme essa pressão. Se a tampa estiver com defeito, a pressão se perde e o líquido ferve muito antes, mesmo com o sistema limpo. Teste a tampa com o mesmo equipamento de pressão — ela deve manter a pressão especificada.

Erro 6: Usar produtos de limpeza genéricos ou ácidos fortes

Produtos à base de ácido clorídrico ou solventes corroem alumínio, plásticos e vedações. Use apenas produtos comerciais específicos para radiadores (à base de ácido cítrico ou fosfórico controlado) ou siga a recomendação do fabricante do veículo. Eles atacam os depósitos sem danificar os componentes.

Passo a passo profissional para evitar todos os erros

Ferramentas que você vai precisar

  • Chave para abraçadeiras e chave para dreno (se houver)
  • Funil para radiador
  • Teste de pressão — indispensável para verificar vazamentos após o serviço
  • Recipiente para capturar o fluido velho (descarte em posto de coleta)
  • Luvas e óculos de proteção

Procedimento correto

  1. Drenagem com motor frio: abra a válvula de dreno no radiador ou desconecte a mangueira inferior. Nunca abra pelo reservatório. Capte o fluido antigo.
  2. Lavagem química: feche o dreno, encha com água desmineralizada e o produto de limpeza específico. Ligue o motor em rotações moderadas por alguns minutos, até que a ventoinha ligue. Desligue, espere esfriar e drene novamente.
  3. Enxágue completo: conecte uma mangueira na entrada inferior do radiador e passe água desmineralizada de baixo para cima até sair limpa. Para sistemas fechados, circule água com a bomba por alguns minutos.
  4. Reabastecimento: misture aditivo e água desmineralizada nas proporções indicadas pelo manual. Não misture marcas ou cores diferentes.
  5. Sangria: abra a válvula de sangria no ponto mais alto. Ligue o motor com o ar quente no máximo e o reservatório aberto. Complete o nível até pararem as bolhas.
  6. Teste de pressão final: com o testador, pressurize o sistema até o valor indicado na tampa. A agulha não pode cair. Teste também a tampa separadamente. Se houver queda, há vazamento.

Quando fazer a limpeza profunda?

Além da troca de aditivo conforme o manual, a limpeza química deve ser feita periodicamente, a cada alguns anos ou conforme a quilometragem indicada. Se o fluido estiver turvo, marrom avermelhado ou com partículas, não espere — faça a limpeza imediatamente. Carros que rodam em estradas de terra ou usaram água de torneira precisam de limpeza com mais frequência, conforme orientação do fabricante.

Cuidados de segurança

  • Nunca abra o sistema com o motor quente — o líquido está sob pressão e causa queimaduras graves. Aguarde alguns minutos após desligar.
  • Use luvas e óculos ao manusear aditivos e produtos de limpeza.
  • Descarte o fluido velho em posto de coleta. É altamente tóxico — proibido jogar em pias, ralos ou no solo.

Conteúdo informativo. A execução de qualquer procedimento é de responsabilidade exclusiva de quem o realiza; reparos sem qualificação técnica profissional envolvem risco de lesão, dano ao veículo e perda de garantia. Em sistemas de risco (freios, airbags, combustível, alta tensão), procure um profissional. Veja os Termos de uso.